Convida mos a todas as tropas "autisticas" a virem connosco invadir a Feira Medieval de Sta Maria da Feira.
Venham juntem se a nos num passeio pela iedade Medieval num convivio entre familias.
Ficam os contactos para marcar o local de encontro - 964991386 e 910737442
domingo, 24 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Conclusões da Conferencia “Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo”
Conferência: “Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo”
Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos
25 de Junho de 2011
No âmbito do seu plano de acções, a APEE – Autismo promoveu, no passado dia 25 de Junho de 2011, em Matosinhos, uma conferência sobre “Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo”, que teve como objectivo o de divulgar os resultados das mais recentes investigações científicas, no tratamento das Perturbações globais do Desenvolvimento e espectro do autismo.
Esta iniciativa juntou aproximadamente 100 pessoas, incluindo pais e profissionais das mais diversas formações (médicos, professores, psicólogos, enfermeiros...) e contou com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, representada pelo Sr. Presidente, o Dr. Guilherme Pinto, alguns Vereadores e Deputados. Esteve também presente a Dra. Conceição Menino, na qualidade de Coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Educação Especial da DREN.
Os palestrantes, todos com uma larga experiência no contexto da Educação Especial, no geral, e com o Autismo, em particular, apresentaram excelentes comunicações.
As comunicações iniciaram com a reflexão apresentada pela Doutora Manuela Sanches Ferreira, que apesar de não ter falado especificamente sobre a problemática do autismo, nos fez pensar acerca do modo de entender as questões em torno da incapacidade. Fez uma breve abordagem histórica de como o conceito de deficiência ia sendo entendido e que práticas se adoptavam em função disso. Deficiência vs. incapacidade; integração vs. inclusão....
O Mestre Vânia Peixoto, terapeuta da fala e docente da Universidade Fernando Pessoa explicou que a investigação/intervenção da UFP relacionada com as PEA assenta em áreas bem distintas, como:
Adaptação de instrumentos de avaliação (ADOS)
Colaboração com a comunidade, como por exemplo, com a APEE – Autismo na realização das colónias de férias para crianças com PEA; desenvolvimento de um novo serviço “babysitting” especial para crianças com PEA
Adaptação de material, como por exemplo, adaptar as músicas e/ou livros e “legendá-los” com os símbolos pictográficos, de forma a aumentar a compreensão da criança; elaborar horários individualizados com as tarefas de cada criança....
Modelo de intervenção do Hands on Autism
Prática baseada na evidência (modelo SCERTS)
O Modelo SCERTS
Transational Support / Suporte Transaccional: As crianças são mais competentes quando os seus parceiros adaptam o seu estilo de interacção e o ambiente de modo a favorecer uma comunicação social efectiva e a regulação emocional
Emotional Regulation / Regulação emocional: Crianças com maior capacidade para automonitorizar o seu arousal fisiológico e estado emocional são mais competentes para manter o envolvimento social, resolver problemas e comunicar efectivamente
Social Comunication / Comunicação social: Crianças com maior capacidade para iniciar e seguir o foco conversacional dos seus parceiros sociais são socialmente mais competentes
Formação
Coaching & counselling
A Dra. Vânia faz também parte um programa: o Hands on Autism e destacou as características chaves de programas efectivos nas PEA
• Intervir o mais precocemente possível
• O envolvimento mútuo e activo entre a criança e o adulto são cruciais nas actividades programadas
• A intensidade do programa é fundamental (25 H/semana de actividades programadas – escola, terapias, casa)
• Programa adequado ao nível cronológico e desenvolvimental da criança, delineado através de objectivos individualizados
• Ensino organizado, com repetição ao longo do dia de períodos de intervenção curtos, de um-para-um e grupos de pares pequenos
• Inclusão de uma componente para a família (treino parental)
• Monitorização e reavaliação periódica programada e adequação quando necessário
Por último, a intervenção do Professor Joseph Morrow, incidiu sobre os estudos recentes na análise comportamental aplicada (ABA) no tratamento do autismo. Foi feita uma referência á história da análise comportamental aplicada, incluindo o trabalho inovador de Ivar Lovaas e também foi feita uma breve análise à investigação actual e à sua eficácia.
De acordo com a investigação apresentada pelo Prof. Morrow esta metodologia de intervenção baseada na análise comportamental aplicada apresenta bons resultados quando comparada com outras metodologias.
O Prof. Morrow explicou que a aproximação da criança ao comportamento comportamento desejado é sempre reforçada, nos seus pequenos passos, até se alcançar o sucesso. Destaca a importância do reforço positivo dos comportamentos adequados e das tentativas da criança para o alcançar.
Abordou também e exemplificou, ainda que de forma muito ligeira, a metodologia PECS - PICTURE EXCHANGE COMMUNICATION SYSTEM, que consiste num Sistema aumentativo de comunicação baseado na troca funcional de imagens e que permite:
- Dá “voz” a crianças sem qualquer tipo de linguagem verbal oral,
- Estrutura crianças com uma linguagem não funcional
Além disso, pode também ser aplicado pela população comum e pode ser usado nos vários contextos da criança incluindo casa e escola.
Por último, na sessão de encerramento foi destacada a necessidade de se continuar a sensibilizar e a envolver activamente a comunidade e os diferentes agentes educativos para a problemática do Autismo, ajudando na criação de respostas adequadas às das crianças com PEA e das suas famílias
terça-feira, 19 de julho de 2011
Curso - "A Pessoa com Perturbações do Espectro do Autismo - Estratégias de Intervenção"
O Curso " A Pessoa com Perturbações do Espectro do Autismo - Estratégias de Intervenção" tem como principais objectivos:
• Sensibilizar profissionais e famílias relativamente à problemática das PEA;
• Formar profissionais com estratégias de intervenção numa perspectiva funcional e centradas na pessoa com PEA;
• Promover uma reflexão conjunta sobre comportamentos agressivos em pessoas com PEA, através da exploração de técnicas não-invasivas de prevenção e contenção.
Módulos:
• As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA);
• Necessidades Curriculares das crianças com PEA;
• Estratégias de intervenção centradas na pessoa;
• O Curriculum Funcional Natural;
• Organização de actividades para pessoas com PEA;
• Qualidade de vida em pessoas com PEA;
• Comportamento agressivo: técnicas não-invasivas de prevenção e contenção.
Formador:
Dr. Herculano Castro
È licenciado em Ciências da Educação pela FPCEUP com uma Pós-Graduação em Educação Especial. Após 20 anos de experiência profissional a trabalhar directamente com pessoas com PEA em Portugal, exerce actualmente funções directivas e de coordenação do departamento de investigação de uma organização prestadora de serviços na área das PEA no Reino Unido – Mentaur Ltd. É também membro das equipas de acreditação da National Autistic Society e possui várias comunicações em congressos nacionais e internacionais na área das PEA.
Duração - 06, 07 e 08 de Outubro
Total de horas da formação - 18 horas
Horário - 09h30 as 12h30 e das 14h00 as 17h00
Local - APPC Vila Urbana de Valbom (Salas de Formação)
Inscrição Publico Geral (Técnicos, Famílias, Estudantes e outros) - 50,00€
Inscrições Associados APEE - Autismo, AIA, ABC Real, AMA, APPC - 25,00€
(As inscrições só serão aceites através do preenchimento da ficha de inscrição, com o comprovativo de pagamento para o email apeeautismo@gmail.com)
• Sensibilizar profissionais e famílias relativamente à problemática das PEA;
• Formar profissionais com estratégias de intervenção numa perspectiva funcional e centradas na pessoa com PEA;
• Promover uma reflexão conjunta sobre comportamentos agressivos em pessoas com PEA, através da exploração de técnicas não-invasivas de prevenção e contenção.
Módulos:
• As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA);
• Necessidades Curriculares das crianças com PEA;
• Estratégias de intervenção centradas na pessoa;
• O Curriculum Funcional Natural;
• Organização de actividades para pessoas com PEA;
• Qualidade de vida em pessoas com PEA;
• Comportamento agressivo: técnicas não-invasivas de prevenção e contenção.
Formador:
Dr. Herculano Castro
È licenciado em Ciências da Educação pela FPCEUP com uma Pós-Graduação em Educação Especial. Após 20 anos de experiência profissional a trabalhar directamente com pessoas com PEA em Portugal, exerce actualmente funções directivas e de coordenação do departamento de investigação de uma organização prestadora de serviços na área das PEA no Reino Unido – Mentaur Ltd. É também membro das equipas de acreditação da National Autistic Society e possui várias comunicações em congressos nacionais e internacionais na área das PEA.
Duração - 06, 07 e 08 de Outubro
Total de horas da formação - 18 horas
Horário - 09h30 as 12h30 e das 14h00 as 17h00
Local - APPC Vila Urbana de Valbom (Salas de Formação)
Inscrição Publico Geral (Técnicos, Famílias, Estudantes e outros) - 50,00€
Inscrições Associados APEE - Autismo, AIA, ABC Real, AMA, APPC - 25,00€
(As inscrições só serão aceites através do preenchimento da ficha de inscrição, com o comprovativo de pagamento para o email apeeautismo@gmail.com)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Aula de Surf dia 26 Junho
Dia 26 de Junho pelas 10h00 a APEE Autismo vai realizar mais uma aula de surf para crianças e jovens com PEA e aberta a comunidade. A aula decorrera como sempre na praia de Matosinhos e é acompanhada pela escola de Surf - Surfing Life Club.
Por isso inscrevam se atravez do email: apeeautismosurf@gmail.com e recorda mos o valor é de 10€ por criança/jovem (estes deverão ser sempre acompanhados por um adulto), com direito a fato para as duas pessos, uma prancha e utilização dos balnearios da escola.
Inscrevam se!!!!
Por isso inscrevam se atravez do email: apeeautismosurf@gmail.com e recorda mos o valor é de 10€ por criança/jovem (estes deverão ser sempre acompanhados por um adulto), com direito a fato para as duas pessos, uma prancha e utilização dos balnearios da escola.
Inscrevam se!!!!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Conferência: “Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo".
A APEE-AUTISMO vai realizar mais uma conferência, desta vez com o tema "Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo" no próximo dia 25 de Junho pelas 14h30m.
Pretende-se com esta iniciativa divulgar os resultados das mais recentes investigações científicas, no tratamento de Perturbações Globais do Desenvolvimento e Espectro do Autismo.
Pretendemos envolver ainda mais a comunidade académica em torno desta problemática, pelo que apelamos a todos os pais e interessados que divulguem esta iniciativa junto dos profissionais com intervenção na área da Educação e/ou da Saúde da Criança e/ou do Adolescente.
PROGRAMA PREVISTO
14:30 SESSÃO DE ABERTURA
* Representante da Câmara Municipal de Matosinhos
* Representante da DREN
* Representante do INR
Fernando Azevedo – Presidente do Conselho Executivo da APEE-Autismo
14:45 - Doutora Manuela Sanches Ferreira – Professora Coordenadora do Departamento de Educação Especial, da Escola Superior de Educação do Porto e Coordenadora da Unidade de Apoio à Escola Inclusiva.
15:30 – Mestre Vânia Peixoto - Docente da Universidade Fernando Pessoa
16:00 - Joseph E. Morrow, Ph.D., B.C.B.A. - Professor de Psicologia e Análise Comportamental (Emeritus) da Universidade do Estado da Califórnia, Sacramento; Administrador da Fundação B.F. SKINNER; Presidente da ABC, Inc.
17:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO
* Representante da Câmara Municipal de Matosinhos
* Representante da DREN
* Representante do INR
Fernando Azevedo – Presidente do Conselho Executivo da APEE-Autismo
DATA / HORÁRIO / DURAÇÃO /LOCAL
25 de Junho de 2011 - Horário: 14:30-17:30 - Duração: 3 horas. *Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia obrigatória. Inscrições em apeeautismo@gmail.com
Limite de 150 inscrições.
* A confirmar
Pretende-se com esta iniciativa divulgar os resultados das mais recentes investigações científicas, no tratamento de Perturbações Globais do Desenvolvimento e Espectro do Autismo.
Pretendemos envolver ainda mais a comunidade académica em torno desta problemática, pelo que apelamos a todos os pais e interessados que divulguem esta iniciativa junto dos profissionais com intervenção na área da Educação e/ou da Saúde da Criança e/ou do Adolescente.
PROGRAMA PREVISTO
14:30 SESSÃO DE ABERTURA
* Representante da Câmara Municipal de Matosinhos
* Representante da DREN
* Representante do INR
Fernando Azevedo – Presidente do Conselho Executivo da APEE-Autismo
14:45 - Doutora Manuela Sanches Ferreira – Professora Coordenadora do Departamento de Educação Especial, da Escola Superior de Educação do Porto e Coordenadora da Unidade de Apoio à Escola Inclusiva.
15:30 – Mestre Vânia Peixoto - Docente da Universidade Fernando Pessoa
16:00 - Joseph E. Morrow, Ph.D., B.C.B.A. - Professor de Psicologia e Análise Comportamental (Emeritus) da Universidade do Estado da Califórnia, Sacramento; Administrador da Fundação B.F. SKINNER; Presidente da ABC, Inc.
17:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO
* Representante da Câmara Municipal de Matosinhos
* Representante da DREN
* Representante do INR
Fernando Azevedo – Presidente do Conselho Executivo da APEE-Autismo
DATA / HORÁRIO / DURAÇÃO /LOCAL
25 de Junho de 2011 - Horário: 14:30-17:30 - Duração: 3 horas. *Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia obrigatória. Inscrições em apeeautismo@gmail.com
Limite de 150 inscrições.
* A confirmar
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Conclusões da Conferencia sobre Sexualidade e Afectos no Autismo
Hotel Portus Cale, 21 de Maio de 2011
Oradores:
Dr. Flávio Fernandes
Dra. Alda Mira Coelho
Dra. Ana Isabel Aguiar
Martijn
No âmbito do seu plano de acção, a APEE – Autismo promoveu, no passado dia 21 de Maio de 2011, no Porto, uma conferência sobre sexualidade e afectos nas PEA. Esta iniciativa juntou mais de 100 pessoas, incluindo pais e profissionais das mais diversas formações (médicos, professores, psicólogos, enfermeiros...) com o objectivo de sensibilizar para esta temática, muitas vezes negligenciada pelos diferentes agentes.
Todos os oradores fizeram uma breve abordagem histórica do conceito da sexualidade e da sua abrangência. Sabe-se que a sexualidade foi sempre vista como um assunto Tabu e quando se fala de sexualidade relacionada com a Deficiência, esta assume um carácter ainda mais preocupante pelo acréscimo de comportamentos de risco, situações de abuso, gravidezes não desejadas, DST's .... A criança/jovem com Deficiência é muitas vezes vista como um ser assexuado e sem impulsos sexuais ou, por outro lado, excessivos comportamentos sexuais. O direito à sexualidade é um direito de TODOS.
Identificaram-se características típicas das crianças e jovens com PEA (défices cognitivos, perceptivos, dificuldades na socialização...) que podem afectar a forma como estas crianças vivenciam, experienciam e compreendem todas as questões inerentes à sexualidade e aos afectos. Foram apresentadas algumas estratégias de intervenção nos comportamentos sexuais nos diferentes contextos, tais como a masturbação. Técnicas como a restrição desta prática a locais e/ou a períodos do dia adequados e específicos, a satisfação do impulso sexual através da prática de exercício físico, podem ajudar a evitar situações que exponham a criança/jovem.
Foi consensual a ideia de que se deveria iniciar o trabalho de preparação das questões relacionadas com a sexualidade ainda antes de as crianças manifestarem qualquer iniciativa ou comportamento de carácter sexual. A necessidade de recorrer ao suporte visual como forma de antecipar questões e aumentar a compreensão da criança foi também defendida uma vez que, grande parte das crianças com PEA tem um bom processamento da informação visual. Mostrar à criança imagens de como funciona e como é constituído o sistema reprodutor feminino/masculino e as diferenças entre eles, explicar-lhes, por exemplo, com o apoio de fotos, as transformações que ocorrem desde o nascimento e as diferenças observadas no nosso corpo nas diferentes etapas do desenvolvimento. Deve-se, contudo, estar atento ao material que seleccionamos para este trabalho de forma a que este não crie, na criança/jovem, imagens distorcidas de questões não convencionais relacionadas com a sexualidade. O acesso a outros meios de informação (revistas, bandas desenhadas, internet...) deve obedecer ao mesmo critério de selecção.
A família, deve ser sempre integrada neste trabalho, assumindo uma postura de não criticar/censurar os comportamentos mas numa perspectiva de ajudar a criança/jovem a perceber em que contextos podem ou não ter determinada prática. Distinguir o público do privado é deveras importante e deve ser trabalhado desde cedo, sendo que é importante que a família também respeite a privacidade do jovem com PEA.A família deve estar atenta aos primeiros sinais da puberdade e agir com tranquilidade, antecipando as mudanças que vão ocorrer no corpo destes jovens, diminuindo assim as suas ansiedades e angústias, pelas enormes transformações e alterações às rotinas que ocorrem nesta fase.
Um plano de intervenção nas PEA deveria incluir uma vertente de apoio Psicológico, treino de competências funcionais e de autonomia, competências sociais (grupo ou individualmente), frequência de grupos recreativos, desenvolvendo aspectos que permitam à criança discriminar as diferentes emoções, pois todas estas premissas serão importantes na forma como a criança expressa e vivencia a sua sexualidade e afectos.
A sensibilização aos pares é um aspecto que também deveria ser mais valorizado uma vez que estes podem ajudar a minorar alguns comportamentos desajustados e/ou alertar mais facilmente os adultos para eventuais situações lesivas para a criança ou jovem com PEA que não se consegue expressar ou que, não descodifica determinado comportamento como suspeito ou não discrimina a diferença entre “afecto” e “abuso”.
Em casos mais graves, com comportamentos muito desajustados, pode ser necessário recorrer a psicofármacos com o objectivo de diminuir a libido. Contudo, esta atitude deve ser bem ponderada, defendeu a Dra. Alda Mira Coelho.
O testemunho do Martijn, um adulto com diagnóstico de autismo, entusiasmou a plateia que mesmo com algum esforço para entender a língua (o Martijn falou em Interlingua), se manteve sempre atento. Martijn tem 2 filhos e mantém um relacionamento com uma companheira (também ela com Autismo), que vive num outro País. Contudo, desde cedo e à semelhança de outros indivíduos com Autismo, nunca pensou chegar a ter um relacionamento amoroso com uma companheira e ter filhos.
Torna-se cada vez mais importante e urgente incluir uma vertente de Educação Sexual nos programas de intervenção da criança com PEA, (in) formando os diferentes intervenientes., promovendo uma vivência saudável e adequada da sexualidade e prevenindo eventuais situações de abuso ou outras lesivas para a criança ou jovem e os outros.
Por: Dra. Daniela Santos (Membro do Conselho Consultivo da APEE Autismo)
Oradores:
Dr. Flávio Fernandes
Dra. Alda Mira Coelho
Dra. Ana Isabel Aguiar
Martijn
No âmbito do seu plano de acção, a APEE – Autismo promoveu, no passado dia 21 de Maio de 2011, no Porto, uma conferência sobre sexualidade e afectos nas PEA. Esta iniciativa juntou mais de 100 pessoas, incluindo pais e profissionais das mais diversas formações (médicos, professores, psicólogos, enfermeiros...) com o objectivo de sensibilizar para esta temática, muitas vezes negligenciada pelos diferentes agentes.
Todos os oradores fizeram uma breve abordagem histórica do conceito da sexualidade e da sua abrangência. Sabe-se que a sexualidade foi sempre vista como um assunto Tabu e quando se fala de sexualidade relacionada com a Deficiência, esta assume um carácter ainda mais preocupante pelo acréscimo de comportamentos de risco, situações de abuso, gravidezes não desejadas, DST's .... A criança/jovem com Deficiência é muitas vezes vista como um ser assexuado e sem impulsos sexuais ou, por outro lado, excessivos comportamentos sexuais. O direito à sexualidade é um direito de TODOS.
Identificaram-se características típicas das crianças e jovens com PEA (défices cognitivos, perceptivos, dificuldades na socialização...) que podem afectar a forma como estas crianças vivenciam, experienciam e compreendem todas as questões inerentes à sexualidade e aos afectos. Foram apresentadas algumas estratégias de intervenção nos comportamentos sexuais nos diferentes contextos, tais como a masturbação. Técnicas como a restrição desta prática a locais e/ou a períodos do dia adequados e específicos, a satisfação do impulso sexual através da prática de exercício físico, podem ajudar a evitar situações que exponham a criança/jovem.
Foi consensual a ideia de que se deveria iniciar o trabalho de preparação das questões relacionadas com a sexualidade ainda antes de as crianças manifestarem qualquer iniciativa ou comportamento de carácter sexual. A necessidade de recorrer ao suporte visual como forma de antecipar questões e aumentar a compreensão da criança foi também defendida uma vez que, grande parte das crianças com PEA tem um bom processamento da informação visual. Mostrar à criança imagens de como funciona e como é constituído o sistema reprodutor feminino/masculino e as diferenças entre eles, explicar-lhes, por exemplo, com o apoio de fotos, as transformações que ocorrem desde o nascimento e as diferenças observadas no nosso corpo nas diferentes etapas do desenvolvimento. Deve-se, contudo, estar atento ao material que seleccionamos para este trabalho de forma a que este não crie, na criança/jovem, imagens distorcidas de questões não convencionais relacionadas com a sexualidade. O acesso a outros meios de informação (revistas, bandas desenhadas, internet...) deve obedecer ao mesmo critério de selecção.
A família, deve ser sempre integrada neste trabalho, assumindo uma postura de não criticar/censurar os comportamentos mas numa perspectiva de ajudar a criança/jovem a perceber em que contextos podem ou não ter determinada prática. Distinguir o público do privado é deveras importante e deve ser trabalhado desde cedo, sendo que é importante que a família também respeite a privacidade do jovem com PEA.A família deve estar atenta aos primeiros sinais da puberdade e agir com tranquilidade, antecipando as mudanças que vão ocorrer no corpo destes jovens, diminuindo assim as suas ansiedades e angústias, pelas enormes transformações e alterações às rotinas que ocorrem nesta fase.
Um plano de intervenção nas PEA deveria incluir uma vertente de apoio Psicológico, treino de competências funcionais e de autonomia, competências sociais (grupo ou individualmente), frequência de grupos recreativos, desenvolvendo aspectos que permitam à criança discriminar as diferentes emoções, pois todas estas premissas serão importantes na forma como a criança expressa e vivencia a sua sexualidade e afectos.
A sensibilização aos pares é um aspecto que também deveria ser mais valorizado uma vez que estes podem ajudar a minorar alguns comportamentos desajustados e/ou alertar mais facilmente os adultos para eventuais situações lesivas para a criança ou jovem com PEA que não se consegue expressar ou que, não descodifica determinado comportamento como suspeito ou não discrimina a diferença entre “afecto” e “abuso”.
Em casos mais graves, com comportamentos muito desajustados, pode ser necessário recorrer a psicofármacos com o objectivo de diminuir a libido. Contudo, esta atitude deve ser bem ponderada, defendeu a Dra. Alda Mira Coelho.
O testemunho do Martijn, um adulto com diagnóstico de autismo, entusiasmou a plateia que mesmo com algum esforço para entender a língua (o Martijn falou em Interlingua), se manteve sempre atento. Martijn tem 2 filhos e mantém um relacionamento com uma companheira (também ela com Autismo), que vive num outro País. Contudo, desde cedo e à semelhança de outros indivíduos com Autismo, nunca pensou chegar a ter um relacionamento amoroso com uma companheira e ter filhos.
Torna-se cada vez mais importante e urgente incluir uma vertente de Educação Sexual nos programas de intervenção da criança com PEA, (in) formando os diferentes intervenientes., promovendo uma vivência saudável e adequada da sexualidade e prevenindo eventuais situações de abuso ou outras lesivas para a criança ou jovem e os outros.
Por: Dra. Daniela Santos (Membro do Conselho Consultivo da APEE Autismo)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Aua Surf - 29 Maio
Dia 29 de Maio pelas 10h00 a APEE Autismo vai realizar mais uma aula de surf para crianças e jovens com PEA e aberta a comunidade. A aula decorrera como sempre na praia de Matosinhos e é acompanhada pela escola de Surf - Surfing Life Club.
Nesta aula alem das normais pranchas iremos tambem proporcionar aos participantes a experiencia de longboard aonde acompanhados por um monitor a criança podera ter a experiencia unica de cavalgar as ondas.
Por isso inscrevam se atravez do email: apeeautismo@gmail.com e recorda mos o valor é de 10€ por criança/jovem (estes deverão ser sempre acompanhados por um adulto), com direito a fato para as duas pessos, uma prancha e utilização dos balnearios da escola.
Inscrevam se!!!!
Nesta aula alem das normais pranchas iremos tambem proporcionar aos participantes a experiencia de longboard aonde acompanhados por um monitor a criança podera ter a experiencia unica de cavalgar as ondas.
Por isso inscrevam se atravez do email: apeeautismo@gmail.com e recorda mos o valor é de 10€ por criança/jovem (estes deverão ser sempre acompanhados por um adulto), com direito a fato para as duas pessos, uma prancha e utilização dos balnearios da escola.
Inscrevam se!!!!
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