quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Reunião de Partilha - 29 de Janeiro

Sentindo por parte dos nossos associados da necessidade de um espaço de partilha entre familias e todos os envolvidos no projecto educativo dos nossos filhos, a APEE Autismo marcou para o dia 29 de Janeiro pelas 15h00 na nossa sede uma reunião de partilha com a mediação de um psicologo. Este espaço servira para uma conversa formal entre todos e colocar mos as nossas duvidas, as nossas conquistas e os nossos receios.

Por isso o convite esta feito, apareçam!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Orgãos Sociais 2011

Mesa da Assembleia Geral
Presidente
Joaquim Gomez Arantes
1ª Secretario
Raquel Sofia de Carvalho Ferreira Azevedo

2ª Secretario
Ana Maria Esteves de Albuquerque Ferreira

Conselho Executivo
Presidente
Fernando Miguel dos Santos Azevedo

Vice-Presidente
Fernando Oliveira Barbosa

Secretario
Cristina Conceição Alvaro Fernandes Ferreira

Tesoureiro
Susana Maria Rocha Oliveira Franco

Vogal
Irene Maria Baptista Mafra Barreira
Conselho Fiscal
Presidente
Elsa Luisa Nunes Peixoto

1º Vogal
Maria Albertina Silva Prata

2º Vogal
Andreia Dalila dos Santos Cadima de Abreu

Plano Actividades 2011

A APEE Autismo, em estreita colaboração com os demais intervenientes no processo educativo, pretende realizar diversas actividades, descritas abaixo como linhas de orientação geral.
Este Plano de Actividades constitui-se como uma declaração de intenções. A colaboração de todos é imprescindível para que o mesmo possa ser levado a bom termo.

Escolas/Agrupamentos

 Estreitar relações e colaborar com todos Agrupamentos de Escolas, Escolas e Grupos de Educação Especial;
 Colaborar com os Executivos dos Agrupamentos na resolução de problemas;
 Contribuir para a promoção da inclusão dos alunos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) na comunidade educativa;
 Realizar reuniões com as diversas escolas e agrupamentos de uma forma regular ou sempre que se tornem necessárias e aconselháveis;

Pais/Associados

 Estimular a participação de Pais e Encarregados de Educação no processo educativo dos seus educandos;
 Implementar reuniões periódicas (trimestrais) com os pais e encarregados de educação;
 Divulgar junto dos Pais e Encarregados de Educação os assuntos julgados de interesse para o processo educativo;
 Promover campanhas de angariação de sócios;
 Assegurar o inter-relacionamento dos Pais e encarregados de educação com as Escolas;
 Fomentar a organização de actividades que mobilizem os Pais e Encarregados de Educação para interagir com a Associação, fora dos contextos habituais de relacionamento;
 Organizar fóruns de debate, formações e acções de divulgação sobre o processo educativo e novas metodologias de apoio aos alunos.





Professores/Assistentes Operacionais

 Fomentar formação especializada em Autismo para os Docentes e Assistentes Operacionais (AOP);
 Promover a participação de Docentes e AOP nas actividades da Associação de Pais;
 Colaborar com os Docentes nos projectos lançados por estes.

Outras Entidades

 Reunir periodicamente com a DREN de modo a obter melhorias para o apoio aos alunos com PEA;
 Apresentar a APEE Autismo aos Municípios para que nos seja possível que um destes nos ceda instalações para a nossa sede,
 Colaborar com outras Associações de Pais, desenvolvendo acções conjuntas;
 Colaborar com os órgãos federativos concelhios, regionais e nacionais do movimento associativo de pais (FAPAG, CONFAP, Pais em Rede, AIA, AMA);


Actividades Diversas

 Desenvolver o Blog da APEE Autismo;
 Estabelecer protocolos com outras Associações para apoio de alunos e formação de Pais, Docentes e AOP;
 Estudar a possibilidade de promover uma angariação de fundos, tendo em vista a realização de actividades lúdicas e de ocupação dos tempos livres dos alunos com PEA e da melhoria de condições nas Escolas;
 Criar bases sólidas para que a Associação tenha continuidade no futur

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cientistas brasileiros consertam 'neurônio autista' em laboratório

O biólogo molecular e colunista do G1 Alysson Muotri e cientistas brasileiros conseguiram transformar neurônios de portadores de um tipo de autismo conhecido como Síndrome de Rett em células saudáveis. Trabalhando nos Estados Unidos, os pesquisadores mostraram, pela primeira vez, que é possível reverter os efeitos da doença no nível neuronal, porém os remédios testados no experimento, realizado em laborátorio, ainda não podem ser usados em pessoas com segurança.

Muotri, pós-doutor em neurociência e células-tronco no Instituto Salk de Pesquisas Biológicas (EUA) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, trabalhou com os também brasileiros Cassiano Carromeu e Carol Marchetto. O estudo sai na edição de sexta-feira (12) da revista científica internacional “Cell”.

Assista ao vídeo ao lado com explicações do próprio cientista.

Para analisar diferenças entre os neurônios, a equipe fez uma biópsia de pele de pacientes autistas e de pessoas sem a condição. Depois, reprogramou as células da pele em células de pluripotência induzida (iPS) – idênticas às células-tronco embrionárias, mas não extraídas de embriões. “Pluripotência” é a capacidade de toda célula-tronco de se especializar, ou diferenciar, em qualquer célula do corpo.

A reprogramação genética de células adultas é feita por meio da introdução de genes. Eles funcionam como um software que reformata as células, deixando-as como se fossem de um embrião. Assim, as iPS também podem dar origem a células de todos os tipos, o que inclui neurônios.

Como os genomas dessas iPS vieram tanto de portadores de autismo como de não portadores, no final o trio de cientistas obteve neurônios autistas e neurônios saudáveis.

Comparação, conserto e limitações
Comparando os dois tipos, o grupo verificou que o núcleo dos neurônios autistas e o número de “espinhas”, as ramificações que atuam nas sinapses – contato entre neurônios, onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos de uma célula para outra – é menor.

Identificados os defeitos, o trio experimentou duas drogas para “consertar” os neurônios autistas: fator de crescimento insulínico tipo 1 (IGF-1, na sigla em inglês) e gentamicina. Tanto com uma substância quanto com a outra, os neurônios autistas passaram a se comportar como se fossem normais.

“É possível reverter neurônios autistas para um estado normal, ou seja, o estado autista não é permanente”, diz Muotri, que escreve no blog Espiral. “Isso é fantástico, traz a esperança de que a cura é possível. Além disso, ao usamos neurônios semelhantes aos embrionários, mostramos que dá para fazer isso antes de os sintomas aparecerem.”

Os resultados promissores, porém, configuram o que é chamado no meio científico de “prova de princípio”. “Mostramos que a síndrome pode ser revertida. Mas reverter um cérebro inteiro, já formado, vai com certeza ser bem mais complexo do que fazer isso com neurônios numa placa de petri [recipiente usado em laboratório para o cultivo de micro-organismos]”, explica o pesquisador.

Entre as barreiras que impedem a aplicação prática imediata da descoberta está a incapacidade do IGF-1 de chegar ao alvo. “O fator, quando administrado via oral ou pela veia, acaba indo muito pouco ao cérebro. Existe uma barreira [hematocefálica] que proteje o cérebro, filtrando ingredientes essenciais e evitando um ataque viral, por exemplo. O IGF-1 é uma molécula grande, que acaba sendo filtrada por essa barreira”, afirma Muotri. “Temos de alterar quimicamente o IGF-1 para deixá-lo mais penetrante.” Além disso, tanto o fator quanto a gentamicina são drogas não específicas, portanto causariam efeitos colaterais tóxicos se aplicadas em tratamentos com humanos.


"É possível reverter neurônio autista para um estado
normal, ou seja, o estado autista não é permanente",
diz Alysson Muotri. (Foto: cortesia UC San Diego)Síndrome de Rett
O foco do estudo foi a chamada Síndrome de Rett, uma doença neurológica que faz parte do leque dos autismos. “Leque” porque o autismo não é uma doença única, mas um grupo de diversas enfermidades que têm em comum duas características bastante conhecidas: deficiências no contato social e comportamento repetitivo.

No caso dos portadores de Rett, há um desenvolvimento normal até algo em torno de seis meses a um ano e meio de idade. Mas então começa uma regressão. Além das características autistas típicas, neste caso bem acentuadas, eles vão perdendo coordenação motora e rigidez muscular.

Essa síndrome foi escolhida para o trabalho de Muotri, Carromeu e Marchetto porque tem uma causa genética clara – mutações no gene MeCP2 – e porque afeta os neurônios de forma mais acentuada, facilitando comparações e verificações de reversão.

“Talvez a implicação mais importante desse nosso trabalho é o fato de que os neurônios derivados de pessoas com autismo mostraram alterações independentemente de outros fatores. Isso indica que o defeito foi autônomo. Por isso, esse dado deve contribuir para reduzir o estigma associado a doenças mentais”, comemora Muotri. “Você não fica autista porque sua mãe não te deu o amor necessário ou porque seus pais foram ruins.”

Utilidade das iPS
Lygia da Veiga Pereira, doutora em Ciências Biomédicas e chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP, saudou a pesquisa: "É mais um trabalho que mostra a enorme utilidade das células iPS, não como fonte de tecido para terapia celular, mas como modelo para pesquisa básica, para entender os mecanismos moleculares por trás de diferentes doenças que tenham forte base genética."

Lygia faz uma ressalva sobre as características muito específicas da Síndrome de Rett. Como a disfunção é exclusivamente associada a uma mutação genética, ficam de fora os fatores ambientais que desencadeiam o autismo.

Ainda segundo a especialista, os resultados obtidos por Muotri também realçam "o que brasileiros podem fazer trabalhando com infraestrutura e agilidade para conseguir reagentes, por exemplo, e interagindo com uma comunidade científica de grande massa crítica".

domingo, 10 de outubro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Colóquio sobre a participação dos Encarregados de Educação no Processo Educativo

No cumprimentos dos objectivos a que se propôs alcançar a APEE Autismo, iremos realizar no proximo dia 09 de Outubro pelas 15h00 na nossa sede um coloquio sobre a participação dos Encarregados de Educação no Processo Educativo. O objectivo deste é poder informar os Encarregados de Educação sobre como podem participar no PEI do seu educando, quem pode participar na elaboração do mesmo e o que deve constar no PEI. Tambem queremos esclarecer que medidas educativas existem, como podem ser aplicada e que reflexos estas medidas têm no futuro dos alunos.

Este coloquio tera um painel constituido por um encarregado de educação, uma professora de Educação Especial, uma Terapeuta, uma especialista na area administrativa da Educação Especial e a consultora da APEE Autismo.

Para as inscrições devem faze las atraves do email apeeautismo@gmail.com e o coloquio é aberto a toda comunidade educativa

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ressonância cerebral pode identificar autismo

Por Ben Hirschler
LONDRES (Reuters) - Uma ressonância magnética feita em 15 minutos no futuro poderá ser usada para o diagnóstico mais fácil e barato do autismo, disseram cientistas britânicos na terça-feira.
Eles afirmaram que o teste rápido teve índice de acerto superior a 90 por cento em adultos, e que não há razão para crer que não funcione tão bem quanto em crianças.
Atualmente, o diagnóstico é feito em entrevistas e observações comportamentais que podem ser demoradas e emocionalmente desgastantes.
O autismo é um distúrbio cerebral complexo, caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, podendo provocar um comprometimento de brando a profundo.
O novo método, que examina alterações estruturais na matéria cinzenta cerebral, pode estar pronto para uso geral dentro de dois anos. O próximo passo é testá-lo em crianças.
Declan Murphy, professor de psiquiatria do King's College, de Londres, disse em entrevista que o novo método permitirá um tratamento mais imediato dos pacientes, especialmente em crianças. Em alguns casos, a terapia cognitivo-comportamental e tratamentos educacionais podem ser altamente eficazes contra o transtorno.
Murphy e seus colegas, que divulgaram a descoberta na publicação Journal of Neuroscience, estudaram 20 adultos saudáveis e 20 outros com diagnostico prévio de distúrbios do espectro do autismo, o que inclui também a síndrome de Asperger.
O índice de acerto foi considerado altamente significativo, mesmo em se tratando de uma amostra tão pequena.
O exame analisa variações na forma e na estrutura de regiões cerebrais ligadas à linguagem e ao comportamento social, usando máquinas comuns de ressonância magnética por imagens.
Como o exame é muito mais rápido, acaba custando cerca de 5 por cento do valor de exames tradicionais, que podem exigir quatro a oito horas do trabalho de vários médicos. Uma ressonância cerebral custa cerca de 150 dólares.
O autismo e os transtornos correlatos são diagnosticados em cerca de 1 por cento da população da Grã-Bretanha e Estados Unidos, e afeta igualmente meninos e meninas. Pesquisadores concordam que há um forte componente genético.


Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/ressonancia-cerebral-pode-identificar-autismo-diz-estudo.htm